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Ao longo de sua existência, o
CDI vem desenvolvendo um trabalho pedagógico em comunidades
menos favorecidas, aplicando em sua metodologia conceitos e
valores de uma educação popular fortemente fundamentados na
pedagogia de Paulo Freire de educação para a
conscientização e a transformação social.
Desta forma, o projeto de ensino
do CDI pretende desenvolver nos Educandos e Educadores
habilidades voltadas para o manuseio de software,
tendo como objetivo a sua utilização de forma
empreendedora para o desenvolvimento pessoal e comunitário.
A idéia é que, apropriando-se destes novos conhecimentos e
ferramentas, Educadores e Educandos possam proceder a uma
releitura de sua visão de mundo e redirecionar sua própria
trajetória operando mudanças em sua realidade.
Em todos os momentos do projeto
a ferramenta computacional em questão (editor de textos,
planilha eletrônica, gerenciador de banco de dados, etc.) é
usada como apoio: no diagnóstico para elaborar
entrevistas, questionários e relatos das observações; na
problematização para organizar as hipóteses levantadas
pelo grupo, na pesquisa e interação com outras
pessoas ou grupos, na organização
e síntese das informações
pesquisadas e na construção de produtos necessários ao
projeto. A ação final de um projeto pode ser tudo que a
criatividade e a necessidade do grupo for capaz de pensar:
um jornal comunitário, um projeto de autogestão e
sustentação de uma área de lazer na comunidade, planilha de
calculo de engorda de peixes em tanque, construção de um
Banco de Dados de empregabilidade para o cadastro de pessoas
da comunidade e suas formações e ofícios, cartas às
autoridades, uma página ou um blog na Internet sobre a
comunidade, etc. Neste contexto, o grupo se apropria
da tecnologia de forma ativa e criativa, decidindo quando,
como e para que utilizá-la.
A informática é um meio para
este processo, no qual o sujeito é a própria comunidade.
É a informática a favor da transformação social |